Governo de Goiás pede nulidade de termo de interdição do Hospital Materno-Infantil

04/05/2019

 

 

Secretaria de Saúde, por meio da PGE-GO, vai recorrer judicialmente da decisão, por entender que a medida é desproporcional à realidade dos fatos e prejudicial aos usuários do sistema de saúde

 

 

 

A Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) vai impetrar ação cautelar pedindo a nulidade do termo de interdição do Hospital Materno-Infantil (HMI), expedido por auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTE-GO), no último dia 30. O anúncio foi feito na manhã de hoje pelo secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino. O gestor entende que a medida é deletéria e desproporcional à realidade atual da unidade de média e alta complexidade, que é referência em Goiás para o atendimento de pediatra, neonatal e materno.

 

“Quando tomamos medidas de gestão ou fiscalizatória, o que diferencia o veneno do remédio é a dose. E nós consideramos essa medida exacerbada e não razoável, por colocar em risco a vida dos pacientes que estão internados nos 159 leitos daquele hospital e das mais de 4 mil pessoas que procuram atendimento na porta da unidade todo mês”, afirmou o secretário em coletiva de imprensa. Alexandrino explicou que a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás vai tomar outras duas medidas, paralelamente, que são: providenciar a correção dos problemas estruturais apontados e, contingencialmente, elaborar um plano para transferir os pacientes. Sobre a falta de medicamentos apontada no relatório, o gestor disse que não corresponde à realidade, já que a dispensação está normal.

 

A estrutura inadequada do HMI é uma realidade constatada desde o primeiro dia da atual gestão, quando o governador Ronaldo Caiado e o secretário Alexandrino estiveram no Hospital para averiguar a situação dos problemas do prédio e de superlotação. A partir de então, eles elegeram como prioridade de governo a resolução dessas questões. “Concordamos que a indicação dos problemas estruturais é real, mas refutamos por completo a forma como a decisão foi tomada. As ações corretivas já estavam em andamento, como a abertura, no dia 12 de abril, de de 55 leitos no Hugol para desafogar o Materno e um planejamento de construção de uma nova unidade, com o dobro da capacidade atual, em médio e longo prazo”, lembrou. 

 

 

Ele afirmou, ainda, que não é possível transferir os pacientes e os atendimentos em dez dias sem causar enormes prejuízos à rede de saúde como um todo, preterindo outras especialidades. O secretário esclareceu que a unidade não pode negar atendimento. “Aos pacientes que chegarem, por demanda espontânea, na porta do hospital, nós não negligenciaremos o tratamento. Isso seria omissão de socorro. Isso não faz parte da ética médica e não faz parte de uma boa gestão da Saúde”.

 

Crédito das fotos: Sebastião Nogueira

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Please reload

O conteúdo do sdnews é protegido. Você pode reproduzi-lo, desde que insira créditos COM O LINK para o conteúdo original e não faça uso comercial de nossa produção.

  • Facebook - Grey Circle
  • Twitter - Grey Circle
  • Google+ - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle

© 2017 "SDNEWS.COM.BR".  Liderança Bureal de Criação 'André Martins '