Adib comenta processo de anulação da decisão da eleição do MDB

09/05/2019

 

Após uma decisão de efeito suspensivo do Tribunal de Justiça de Goiás, a decisão que determinava a expulsão do prefeito de Catalão, Adib Elias Junior, juntamente com a eleição do novo diretório, foram anuladas. O mérito da decisão ainda será julgado em segunda instância, após uma ação ajuizada por Adib Elias. Para Adib, houve ‘atropelo’ na convocação do edital, realizado em prazo hábil e sem tempo para apresentação da chapa concorrente.

 

 

 

 

 

 

Para Daniel Vilela, Adib está ‘esperneando’. “Adib está tentando reverter sua expulsão do MDB e usar o partido para barganhar cargos no governo do Estado. Depois de dizer que seria uma espécie de primeiro-ministro de Goiás, ele se viu diminuído politicamente ao ser desprestigiado pelo governador e tenta se escorar no MDB para resolver suas questões pessoais”, disse o ex-deputado durante entrevista ao Jornal Opção.

 

Em entrevista exclusiva ao radialista e vereador Cláudio Lima (MDB) na Rádio Nova Liberdade, em Catalão na sexta (03/5), Adib fez questão de destacar sua história e trajetória no MDB. “Quando eu filiei no MDB, em 1971, nem perspectiva do Daniel nascer ele tinha, estava ainda dentro do pai dele. Tudo que você pensar nós sofremos nesses anos todos. Eu ajudei a escrever a história desse partido em Goiás, eu só sai do partido para ser candidato porque o Iris pediu, aqui a gente tinha um candidato do MDB”, disse.

 

Adib ainda contou que chegou a convidar Daniel para uma conversa com Ronaldo Caiado, e elogiou a influência obtida pelo deputado em Brasília. “Eu não conheço um deputado de primeiro mandato que teve a influência que o Daniel teve em Brasília, ele é rancoroso, raivoso, eu sou firme (...). Em Catalão, o Daniel teve 15% dos votos, 80% do MDB acompanhou o Caiado comigo”, falou.

 

O prefeito de Catalão continuou explicando aos ouvintes, o erro do regimento interno do MDB que levou à anulação da votação. “Quem errou, ele ou nós? Foi ele quem errou. Bom, a cada eleição, é necessário para ter uma convenção, o prazo de 45 dias, ele foi na ânsia, fez alguns diretórios e lançou a eleição numa sexta-feira às 17h para fazer no outro sábado, 19 de janeiro, então ele não deu 45 dias, está no estatuto: para ter uma eleição de diretório, precisa ter 82 diretórios formatados em Goiás, ele fez 82 e 44 comissões provisórias, ele convocou numa sexta para no outro sábado fazer. No estatuto é claro, não pode por funcionário para votar na convenção. Tem suspeita até de fraude” completou Adib.

 

Encaminhando para o fim da entrevista, o gestor catalano afirmou que não pretende colocar o dedo na ferida. “Estou aqui para reconstruir o partido, sou um entre vários, o velho Íris dizia em 2010 que ele [Daniel] era o escolhido para ser Senador, pois foi o único que cutucou o Marconi, com vara curta. É um moço de um futuro importante, precisa parar com isso de ter raiva, tem tudo pra ser grande. Não quero ser vencedor e nem vencido, ele vai recorrer, porque depois quem vai julgar é a câmara, os três desembargadores”, concluiu.

 

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