Deputados defendem importância do HMI para saúde estadual

12/05/2019

 

Em audiência pública nesta quinta-feira, 9, na Assembleia, unidade referência no atendimento pediátrico foi defendida também por  promotor de justiça

 

 

 

Uma Audiência Pública sobre a Saúde Pública em Goiás foi realizada nesta quinta-feira, 9, no auditório Costa Lima, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). O encontro, que discutiu o fechamento do Hospital Estadual Materno Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), determinado pela Superintendência Regional do Trabalho em Goiás, contou com a presença do chefe da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Ismael Alexandrino, e foi conduzido pelo presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social, deputado Gustavo Sebba.

 

A diretora técnica do HMI, Sara Gardênia, também participou da audiência e foi questionada sobre a atual situação da unidade, referência no atendimento infantil em Goiás. Para a diretora, o hospital precisa de reformas, mas atende de forma integral as mães que buscam atendimento para suas crianças. Em relação aos repasses financeiros, Sara Gardênia afirmou a regularização dos repasses na atual gestão estadual. “Nessa gestão não houve atrasos e conseguimos negociar com os fornecedores a compra de medicamentos e insumos”, disse.

 

Para o promotor de justiça Vinicius Jacarandá, que acompanha de perto a situação do HMI, o hospital é a única alternativa para os goianos que buscam atendimento pediátrico. Ele defendeu cautela na interdição da unidade: “Por ser de porta aberta, o HMI recebe pacientes de diversas regiões de Goiás e do Brasil, realizando cirurgias que nenhuma outra unidade do Estado realiza”, frisou. Segundo o promotor, questões pontuais devem ser solucionadas, mas fechar a unidade traria prejuízos para toda a sociedade.

 

Nesse sentindo, o secretário da SES-GO, Ismael Alexandrino, enumerou as intervenções que estão sendo realizadas no HMI desde o inicio da sua gestão, por orientações do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO) em relatório realizado em 2018. Segundo o secretário, das 30 exigências feitas pelos bombeiros, 13 já haviam sido realizadas até a data do termo da interdição. “Estamos trabalhando para sanar todas as pendências e, até o final da próxima semana, concluiremos os 30 itens elencados pelos bombeiros”, afirmou.

 

Durante a audiência, a unanimidade entre os parlamentares, gestores de saúde e demais representantes, foi a importância do HMI na rede de atenção à saúde e a defesas pelo não fechamento da unidade, que causaria prejuízos para toda a população, conforme destacou o deputado Gustavo Sebba.

 

Soluções

 

Alexandrino apresentou aos deputados as soluções encontradas para desafogar o HMI. No Hugol, foram inaugurados 45 leitos de enfermaria pediátrica e 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, que permitiram maior fluxo de pacientes no Materno. Segundo ele, essa foi uma ação em curto prazo, que trouxe impacto imediato para os pacientes e profissionais que trabalham no HMI, e outras ações estão sendo desenhadas, como a construção de uma nova unidade. “Precisamos pensar em longo prazo, e temos algumas alternativas, como aluguel de prédios já existentes e até mesmo o Hospital do Servidor. São possíveis alternativas que estão sendo avaliadas, que poderão ajudar a melhorar o atendimento de saúde pediátrica em Goiás”, disse.

 

A regionalização da saúde também foi mencionada pelo gestor para minimizar os problemas de atendimento para essa parcela da população. Alexandrino lembrou que as Policlínicas ajudarão no atendimento ambulatorial no interior do Estado e anunciou a assinatura de termo de cooperação em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para auxiliar os municípios na implantação dos Consórcios Regionais de Saúde, outra ferramenta importante na construção da rede de saúde pelo interior. “Oferecer atendimento no interior vai proporcionar comodidade para quem mora longe da região metropolitana, além de desafogar as unidades que estão na capital”, destacou.

 

Regulação

 

No encontro, o sistema de regulação de vagas, que atualmente é gerido majoritariamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiás, foi questionado. Os participantes da reunião defenderam uma Central de Regulação transparente e acessível para todos, independentemente de sua cidade. Alexandrino lembrou que essa regulação sendo comandada pela SES-GO poderá oferecer maior equidade para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que muitas vezes não conseguem ter acesso ao atendimento devido às burocracias do atual sistema. “O Estado com esse comando pode unificar a fila e agilizar essa distribuição de vagas. Pessoas sofrem pelo interior e quem mora na capital tem mais facilidade de conseguir o atendimento”, lembrou.

 

Ao final, Alexandrino esclareceu que existem muitas unidades privadas e filantrópicas por todo o Estado que têm interesse em contratualizar convênios com a SES-GO, porém a gestão plena de alguns municípios dificulta esses contratos, e quem sofre com a burocracia são os usuários do SUS. 

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