Assistente social trabalha pelos direitos dos pacientes

16/05/2019

 

Profissional faz parte das equipes multidisciplinares de saúde e atua para garantir acesso dos cidadãos à assistência médica e ambulatorial garantida por lei.

 

 

 

Hoje, 15 de maio, é um dia especial para os pacientes, que além dos cuidados com a saúde, precisam também do apoio do Serviço Social. Há 57 anos é celebrado o Dia Nacional do Assistente Social. A data foi escolhida por marcar a regulamentação da profissão, em 1957.

 

Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), o Brasil tem mais de 180 mil assistentes sociais, atrás somente dos Estados Unidos. Em Goiás, eles somam 7.177 profissionais, dos quais 132 são lotados na Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Na área da Saúde Pública, os assistentes sociais garantem a orientação dos pacientes sobre os seus direitos e de como obter apoio social depois da alta hospitalar.

 

Edna Covem, gerente de Vigilância em Saúde Ambiental e de Saúde do Trabalhador da SES-GO, afirma que no dia em que se comemora o Dia do Assistente Social é preciso entender o papel da profissão. Segundo ela, falar sobre a importância do conhecimento técnico é fundamental para difundir ainda mais o ofício, chamar a atenção da população e garantir uma sociedade menos desigual.

Contamos abaixo a história de assistentes sociais que atuam nos serviços de saúde da rede estadual. (Clique aqui para ver as fotos dos entrevistados)

 

União familiar e profissional

 

Os assistentes sociais Janine Rodrigues Pereira Veiga e Fernando do Vale Fonseca atuam em uma vertente fundamental do Serviço Social no setor de Saúde Pública: a volta do paciente para casa, para o convívio social e profissional. Casados, pais de um garoto de 5 meses, às vezes trocam experiências sobre o dia-dia da rotina hospitalar. “Nós ouvimos histórias bem difíceis sobre pessoas em situação de risco social”, conta Janine, há dois anos atuando no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), na Clínica Médica de pacientes crônicos. “Às vezes trocamos experiência sobre relatos de casos que atendemos”, afirma Fernando, há um ano e seis meses no Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química professor Jamil Issy (Credeq), em Aparecida de Goiânia, onde atua no serviço de Internação de dependentes em álcool e outras drogas.

 

Segundo Janine, que acompanha pacientes com sequelas físicas e/ou neurológicas em internação de longa permanência, ela atua na organização sociofamiliar, acompanhando na preparação para o retorno do paciente ao domicílio. Ela também trabalha em articulação com a Rede de Atenção a Saúde para os cuidados pós-alta e fornecimento dos insumos necessários, que são direitos do paciente. Já Fernando orienta os internos a reatar os vínculos familiares, no retorno dos estudos e na obtenção de emprego depois de sair do Credeq. “O trabalho em saúde aconteceu naturalmente, e ele me deixa satisfeita como profissional, como gente. Não me vejo em outra área”, diz Janine, que também trabalhou no Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) durante quatro anos.

 

Participação na gestão do SUS 

 

Gerente de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), a assistente social Edna Covem defende maior participação desse profissional na gestão das políticas públicas de saúde. “Utilizando o referencial teórico do controle social e direito dos cidadãos, a experiência em Serviço Social ajuda na formulação de estratégias para ampliar o acesso das pessoas aos serviços de saúde”, diz a servidora pública, com 41 anos de atuação na SES-GO. Edna começou na área administrativa, em 1978, mesmo ano em que entrou no curso de Serviço Social. Como assistente social, atuou no Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) e Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa), sempre no atendimento direto aos pacientes.

 

Com especialização em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, em Vigilância Sanitária pela Universidade de Brasília e também em Processos Educacionais em Saúde, pelo Hospital Sírio-Libanês, Edna já ocupou o cargo de gerente de Programas Especiais e atualmente reponde pela de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. “Os movimentos democráticos de defesa do SUS sempre contaram com a presença ativa, crítica e do protagonismo das assistentes sociais”, afirma Edna.

 

Prazer pelo que faz 

 

"O trabalho do Assistente Social não é o de assistencialismo. Ele tem a responsabilidade de informar e orientar os pacientes sobre os seus direitos, de garantir e facilitar que o cidadão obtenha os benefícios garantidos por lei." Essa é a definição, em tom orgulhoso, que a assistente social Fabrícia Rodrigues da Silva, 39 anos, faz sobre o trabalho que desenvolve há 10 anos, 6 deles no Crer.

 

De segunda a sexta-feira, no período da tarde, no Ambulatório de Serviço Social do Crer, ela atende dezenas de pessoas, de todas as classes sociais. A maioria, em busca de informações sobre os direitos da pessoa com deficiência e rotinas dos serviços prestados na instituição. Os atendimentos são sobre orientações para ter acesso ao passe livre municipal, intermunicipal e interestadual; aquisição de veiculo com isenção de imposto e do cartão de estacionamento para pessoa com deficiência, entre outros.

 

Para Fabrícia, é muito gratificante e prazeroso o trabalho que é realizado pelo assistente social na instituição. "Sou feliz e realizada profissionalmente trabalhando com o que gosto".

 

 Ajuda ao paciente e à família 

 

Rose Mary Costa dos Santos atende um tipo de paciente que necessita de cuidados urgentes: portadores de doenças infectocontagiosas, como dengue, aids, meningite, hepatite, entre outras. Assistente social há cinco anos no Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad, ela faz o acolhimento de quem procura assistência, buscando informações com a pessoa ou seus familiares. “É uma fase importante do atendimento, pois conseguimos informações sobre o paciente, de onde ele veio, se está acompanhado por familiares ou amigos. Com esses dados, conseguimos solucionar as necessidades de quem está internado, orientar sobre os seus direitos”, afirma Rose Mary.

 

Segundo ela, alguns vêm do interior e precisam de acompanhantes. “A prioridade é o paciente. Mas também precisamos entender as necessidades das famílias e ajudá-las, principalmente as que moram fora de Goiânia, dando informações sobre horários de visitas, normas de funcionamento do hospital e até onde conseguir abrigo”, afirma Rose Mary.

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