Saúde regulariza repasses e amplia atendimentos

12/07/2019

 

Secretário Ismael Alexandrino fez balanço de 6 meses de gestão ao anunciar renovação de autorização do Ministério da Saúde para transplantes renais no HGG

 

 

 

Ao anunciar nesta quinta-feira, 11, a renovação da autorização do Ministério da Saúde para o Hospital Geral de Goiânia (HGG) realizar transplantes renais, o secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, fez um balanço de sua gestão à frente da pasta, apontando as mais importantes conquistas. Entre elas, está a regularização de repasses aos municípios e às Organizações Sociais (OS) que administram as unidades estaduais, cujos contratos também estão sendo revisados, gerando mais economia para o Governo e ampliação de serviços para os pacientes.

 

O balanço foi apresentando por Alexandrino ao governador Ronaldo Caiado, que acompanhou a apresentação ao lado da presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Gracinha Caiado, e do vice-governador Lincoln Tejota. Antes de abrir a apresentação, o secretário destacou a importância de os gestores de saúde compreenderem que por trás dos números sempre há uma vida. “ Cada vida que a gente conseguir impactar positivamente vale a pena”, afirmou, em referência a Jair Araújo Serrano, paciente transplantado no HGG em fevereiro deste ano.

 

Após sete anos passando por hemodiálise, Jair se tornou um dos 50 pacientes que receberam um rim este ano no HGG. “Cada dia que passa, eu me sinto feliz e mais tranquilo”, comemorou o paciente, que chegou a ser internado duas vezes, sem sucesso, para a realização do transplante. “Desta vez, deu certo. Graças a Deus, não sinto nem dor de cabeça. Graças a Deus e a essa equipe que está aqui, que me deu força e coragem", emendou. O hospital está habilitado a realizar também transplantes de fígado – este ano já foram nove – e coração. “O HGG é o décimo hospital no Brasil em número de transplantes renais, o que coloca Goiás em outro patamar”, comparou o secretário.

 

Dívida herdada

 

Durante o resumo das ações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), o secretário recordou que, ao assumir a pasta, os municípios conviviam com 13 meses de atraso nos repasses, num total de R$ 145 milhões. “Não foi repassado nada em 2018”, lamentou, para mostrar que cerca de R$ 70 milhões já foram repassados este ano, de janeiro a junho.

 

Com as OS, continuou o secretário, a dívida herdada é de R$ 215 milhões. Em relação ao período de 2019, no entanto, a SES está em dia com esses repasses. “Tem sido um esforço muito grande para passar (os recursos) dentro do mês, é fato, mas nós temos conseguido de janeiro a junho, está pago”, garantiu. Ou seja, R$ 674 milhões de custeio hospitalar.

 

Atendimento

 

Por meio da renovação contratual no HGG, Crer e HDS, foi possível aumentar em 28% a produção. “Algumas áreas, por exemplo, o ambulatório deste hospital (HGG), aumentou 41% de produção, uma redução de praticamente R$ 3 milhões de reais ao mês”, citou Alexandrino.

 

Outro resultado das mudanças em curso é o aumento de 3 mil cirurgias eletivas realizadas até junho, em relação ao mesmo período do ano passado. “O Estado praticamente não fazia cirurgias eletivas, pois não estava na meta contratual; então, fazer pra que?”, comentou, citando ainda o aumento de mais de 2,5 mil internações hospitalares e 43 mil pacientes atendidos.

 

“Não tem mágica nisso; tem que sentar com a instituição parceira, com o gestor da unidade, e entender qual é a dificuldade dele. É preciso colocar o dedo também: ‘troca esse horário, inverte esse fluxo de paciente clínico e cirúrgico’, estabelece metas qualitativas e quantitativas”, explicou. E tem mais enxugamento pela frente. “A renovação contratual dessas três unidades, que entendemos que é o justo, o mais otimizado, não significa que não dá para melhorar ainda mais”, avisou.

 

Para este mês, nos dias 16, 18 e 20, já estão definidos os chamamentos para Huana, Hugo e Hutrin, cujos resultados devem resultar em 28% de acréscimos nas saídas hospitalares e redução de 31% no valor a ser repassado, o que vai gerar uma economia de R$ 8 milhões por mês.

 

Obras inacabadas

 

Alexandrino lamentou a morosidade em obras anunciadas desde a gestão anterior, que ficaram inacabadas e, mesmo assim, muitas delas foram inauguradas. É o caso do Hospital de Uruaçu, que foi “entregue” com paredes do centro cirúrgico no reboco. “É brincar com o cidadão. Não faremos isso”, garantiu, recordando também a situação caótica que encontrou o Hospital Materno-Infantil, em seu primeiro dia de trabalho na pasta, no início do ano, ao lado governador Ronaldo Caiado.

 

“O HMI iria fechar no dia seguinte. Não só o HMI, seriam dez hospitais que fechariam naquela semana, praticamente toda a nossa rede de alta complexidade”, revelou o secretário, ao citar os recursos extraordinários obtidos pelo governador, que incluiu o leilão de dois veículos de luxo. Com o reforço desse dinheiro foi possível fazer em 28 dias as adequações no HMI exigidas pelo Judiciário, para que não houvesse a interdição a unidade. “Valeu o leilão, governador”, agradeceu.

 

Também como realizações, o secretário enumerou a abertura de 55 leitos pediátricos no Hugol, 10 dos quais de UTI, em abril – para se ter uma ideia da dimensão da conquista, o HMI tem 25 leitos de pediatria clínica e 10 leitos de UTI. “Incrementamos 300 internações nesses leitos em dois meses. Foram 300 vidas salvas, 300 vidas impactadas positivamente”, comemorou.

 

Regionalização

 

Outro dado destacado foram os convênios firmados com instituições filantrópicas em diferentes nas macrorregiões do Estado, dentro do projeto de regionalização da saúde, a exemplo da Santa Casa de Misericórdia de Catalão. “O Estado entrou como parceiro, entendendo a importância dela (a unidade) para a região. Isso tem a ver com regionalização”, disse. “Regionalização não significa estadualização do hospital. Significa entender qual o equipamento de saúde da região, seja filantrópico, seja privado, mas parceiro, e utilizar a estrutura dele, pois as vezes fica mais barato e salva vida do mesmo jeito”, explicou.

 

Ainda há muito por acontecer, garantiu o titular da Saúde, citando, ainda para este ano, quatro Policlínicas Regionais. A primeira delas será em posse, com 19 especialidades médicas, tomografia computadorizada e, por determinação pessoal do governador, ressonância magnética. “Terá também hemodiálise, para que o paciente não precise viajar mais de sete horas para se conectar a uma máquina. E, se tiver condições de fazer um transplante, o avião do aeromédico busca e traz pro HGG”, adiantou.

 

Ismael Alexandrino lamentou as dificuldades financeiras por que passa o País, o que aumentou ainda mais a responsabilidade e austeridade dos gestores. “Nem por isso deixaremos de abrir as Policlínicas. Se eu economizar R$ 3 milhões, dá pra abrir duas Policlínicas”, garantiu. “Com a revisão de contratos e novos chamamentos, temos uma previsão de economia de 132 milhões no ano. Isso vai permitir que abramos várias unidades”, contabilizou ainda, para destacar que, apesar das adversidades, os bons resultados são possíveis. E visível, nestes seis meses. “Com esse grau de dificuldade, a gente ainda realiza entregas; imagina quando dinheiro novo vier”, deseja.

 

Parcerias

 

O secretário também citou a importante realização de parcerias, outra marca da sua gestão. Entre elas, com o Corpo de Bombeiros, para criação do serviço aeromédico; com instituições empresariais e militares, para ampliar a coleta de sangue no Hemocentro de Goiás (Hemogogo); o lançamento da agência virtual; o fortalecimento da Escola de Saúde Pública. E fez questão de destacar uma conquista que contou com a participação decisiva da imprensa: a cobertura vacinal contra Influenza. “Aqui vai um agradecimento especial. Na última semana, nossa cobertura estava em 70% e eles (veículos) abriram os canais pra gente. Saltamos para 93%, superando a meta do Ministério da Saúde”, relatou.

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