Governo de Goiás realiza atividades para comemorar a Semana Estadual da Agricultura Familiar

26/07/2019


 
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), realiza de 22 a 26 de julho diferentes ações para comemorar a Semana Estadual da Agricultura Familiar. Estão programadas palestras, orientações em campo e distribuição de mudas de espécies nativas do Cerrado, como Ipês, e sementes de hortaliças. A Semana foi instituída pelo governador Ronaldo Caiado, por meio da sanção da Lei nº 20.513, de 12 de julho de 2019. A partir deste ano, sempre na semana que compreender o Dia Internacional da Agricultura Familiar (25 de julho), serão desenvolvidas atividades para celebrar esse importante segmento para o desenvolvimento rural goiano. 

 

 

 



A partir desta quarta-feira, 24, até 26 de julho, as ações se concentram na Cidade de Goiás, durante a transferência da capital do Estado. Uma estrutura foi montada próxima à Praça do Coreto para que o público possa receber orientações sobre acesso ao crédito, cuidados com plantio, manejo, entre outros temas por meio de técnicos da Emater. Também serão entregues mudas e sementes aos visitantes. Com essas ações, a intenção é mostrar ao público a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico do Estado e para levar alimento à mesa dos brasileiros. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos alimentos consumidos pela população são produzidos por agricultores familiares e 74% da mão de obra empregada no campo são provenientes desse segmento rural. O Brasil é ainda o 8º maior produtor de alimentos do mundo, considerando apenas a agricultura familiar. 

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, com o intuito de promover políticas públicas efetivas voltadas a agricultura familiar, a Seapa tem atuado em diversas áreas da cadeia, a exemplo do Programa Produtor Empreendedor, visando a formalização e agregação de valor de produtos oriundos de pequenas agroindústrias familiares, incluindo fomento ao acesso a crédito rural e campanhas de circuitos curtos de comercialização, com feiras modelo em diversos locais no Estado.

Ele acrescenta que outros programas já existentes, como PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Política Nacional de Alimentação Escolar), de âmbito Federal, também estão presentes no escopo da Seapa para o fortalecimento de agricultores familiares. “As lavouras e hortas comunitárias terão continuidade, devido à assertividade destas para comunidades familiares. A Seapa e suas jurisdicionadas reiteram o compromisso com o agricultor familiar, na busca pelo atendimento de excelência e desenvolvimento regional”, ressalta. 

O presidente da Emater, Pedro Leonardo de Paula Rezende, defende que a agricultura familiar é um segmento importante para promover o desenvolvimento rural, econômico e social no Estado. De acordo com ele, o trabalho promovido pelos agricultores contribui para fixar famílias no campo, desenvolver vocações produtivas, incentivar a produção de alimentos que abastecem o mercado e para elevar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agro. “Hoje, um terço do PIB goiano é constituído pela agricultura familiar. É um dos pilares do desenvolvimento da agropecuária no Estado e no País”, afirma.

 

 


Ele reforça que as ações, projetos e atividades da Emater são voltadas para atender as demandas do agricultor familiar e do pequeno produtor, principalmente em relação à assistência técnica e acesso ao crédito. “Trabalhamos para ajudá-los na elaboração de projetos, atendendo os critérios necessários para obter os recursos para suas atividades. A agricultura familiar é diversificada e plural, envolvendo diferentes cadeias produtivas, que vão desde a produção leiteira até hortaliças. Os itens que compõem a cesta básica são, em sua maioria, da agricultura familiar. Por isso, para que o Estado mantenha essa diversificação de produção, é preciso ter uma atenção especial com a agricultura familiar”, informa. 

Semana Estadual da Agricultura Familiar


Pela Lei nº 20.513, durante a semana, em todo ano, deverão ser realizadas palestras, cursos e outras atividades com o objetivo de mobilizar a população, em especial as famílias que promovem a Agricultura Familiar, em torno de temas e atividades, valorizando o cultivo e novas técnicas de inovação para o cultivo; mostrar a importância da Agricultura Familiar para a vida de cada um e para o desenvolvimento do Estado; promover atividades de divulgação da Agricultura Familiar; fomentar relações entre instituições estaduais e nacionais ligadas a esse setor, como também com professores universitários, pesquisadores científicos e demais profissionais dessa área; realizar cursos para implantação e aperfeiçoamento do cultivo familiar com a implantação de tecnologia e novas técnicas agrícolas.

Importância do segmento


Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), extinto em janeiro deste ano, no Brasil, há mais de 5,1 milhões de estabelecimentos familiares rurais. A renda do setor responde por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e por 74% da mão de obra empregada no campo. Já dados do último Censo Agropecuário demonstram que a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do País.

Pela importância que exerce na garantia de alimentos à mesa da população e na economia dos municípios, a agricultura familiar tem conquistado avanços e cada vez mais atenção das diferentes esferas públicas nos últimos anos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que lidera esforços para a erradicação da fome e combate à pobreza, lançou a Década da Agricultura Familiar. O evento ocorreu em maio, em Roma, e reuniu representantes governamentais e de redes mundiais de todos os continentes. O plano que começa em 2019 e termina em 2028 está previsto em documento que norteia as ações para o cumprimento dos objetivos da Década a partir de sete pilares que contemplam prioridades para o desenvolvimento completo e sustentável do setor.

Entre os objetivos estão a criação de um ambiente político propício para fortalecer a agricultura familiar, apoio a jovens, fomento à igualdade de gênero e o papel das mulheres rurais, impulsionamento às organizações de produtores, melhoria da inclusão socioeconômica, a resiliência e o bem-estar dos agricultores, famílias e comunidades rurais, promoção da sustentabilidade da agricultura familiar para alcançar sistemas alimentares resistentes às mudanças climáticas, entre outros. 

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