Em Catalão, audiência pública debate situação das universidades e institutos federais

30/08/2019

 

Para discutir o corte de 30% no orçamento das Universidades e Institutos Federais, vereadores de Catalão convocaram uma audiência pública na Câmara Municipal. A mesa que orientou os debates foi composta pelo Deputado Estadual Antônio Gomide (PT), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Educação, professor doutor Luiz do Nascimento, Presidente da Associação dos Docentes do Campus Avançado de Catalão (ADCAC), vice-presidente da Agência Goiana de Habitação (AGEHAB), Luiz Sampaio e Edvar Madureira Brasil, Reitor da Universidade Federal de Goiás(UFG). O vereador Marcelo Mendonça e o Presidente da Câmara, Helson Barbosa, também participaram das discussões.

 

 

 

Durante a fala, o Deputado Antônio Gomide lembrou que os cortes afetam a educação pública como um todo, e não somente o funcionamento das instituições de ensino superior. “Esses cortes atingem em cheio a Universidade Estadual de Goiás (UEG), que pode ter 15 dos 50 campus fechados, e apesar da alegação do governo, de que os cortes são para ajudar a educação básica, sabemos que é mentira, pois até a educação básica será atingida”, lembrou.

 

O professor doutor Luíz do Nascimento disse que o atual governo tem tratado a educação como um gasto, o que, para ele, não é verdade. “Os cortes representam o sucateamento dos nossos equipamentos e estrutura. Estamos aqui para reforçar que educação não é gasto, mas investimento”, disparou. 

 

Luiz Sampaio, vice-presidente da Agehab, lembrou que os cortes tem impactos direto na economia dos municípios. “Os cortes represemtam um grande impacto na economia das cidades onde tem universidades e institutos federais. Esse orçamento faz parte da rotina das cidades”, disse.

 

Em Brasília, Sampaio já encaminhou solicitações a bancada goiana para que apoiem a destinação de emendas para instituições de ensino superior em Goiás. O desmembramento das federais de Catalão e Jatai também já foi por ele ao congresso.

 

O reitor da UFG, Edvar Madureira, portanto, foi “mais enfático: se não houver recuo do governo, a UFG não passa do mês de outubro. “Mesmo com os cortes internos, os recursos restantes não são suficientes para concluir o ano letivo”.

 

No encerramento da audiência, o Presidente da Câmara, vereador Caçula, determinou a criação de uma Frente Parlamentar permanente em defesa da educação. Os vereadores  devem atuar na busca por emendas federais e estaduais que deêm sustentação as instituições públicas de ensino superior em Catalão e ainda pela nomeação imediata da reitoria pró-tempore da UFCAT. 

 

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