Saúde alerta para combate do ‘Aedes' durante a seca

10/09/2019

 

 

 

 

Antes de as chuvas começarem, população deve limpar calhas e descartar lixos e entulhos acumulados de casas e lotes baldios

 

 

 

O período de seca e de calor, como Goiás vive em setembro, também exige cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O coordenador de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Marcello Rosa, alerta que é importante combater o agente transmissor durante todo o ano, seja época de chuva, seja de estiagem.

 

“Na fase da seca é quando não temos mais o mosquito adulto, mas precisamos combater os criadouros onde os ovos foram colocados para evitar que eles eclodam”, adverte. Marcelo afirma que a prevenção é a principal estratégia a ser adotada para que a população tenha mais segurança. “Apesar do reduzido volume de água exposto no ambiente nesse período, ainda assim, o Aedes aegypti faz a postura de seus ovos que, mesmos secos, podem durar mais de um ano. Com o retorno das chuvas, o recipiente cheio de ovos acumula água e eles eclodem. E, naturalmente, ocorre a infestação do Aedes”, explica o coordenador.

 

Segundo ele, mesmo durante a estiagem, a população não pode relaxar os cuidados com água parada. “É muito importante cuidar da cisterna, caixa d’água e jardim porque são locais de foco do mosquito para proliferação do vírus. Ele só quer uma água parada”, alerta.

 

Estocar água


Marcello Rosa ainda chama atenção para uma particularidade neste período seco característico de Goiás. “Pela falta de água em alguns momentos desta época, as pessoas acabam tendo que estocar água em casa e fazem isso de forma errada. Caso isso seja necessário, é importante que o morador faça a vedação completa do seu reservatório. Essa conduta é decisiva para evitar a infestação no período seco e os casos de dengue”, destaca.

 

O coordenador também fala da importância da participação da comunidade nesse trabalho preventivo. “A população precisa ter a consciência de que a obrigação de manter os imóveis livres de mosquitos é do proprietário/locatário. Ao poder público cabem as orientações por parte dos agentes comunitários de saúde e de endemias. Os imóveis, no geral, são particulares/privados, logo, a ação ou omissão do cidadão é fator que determina se naquele local terá ou não mosquitos e, consequentemente, se terá ou não a incômoda presença de doenças como dengue, zika, chikungunya”, afirma Marcello Rosa.

 

Ele também apela aos goianos para que o Estado mantenha uma taxa baixa de presença do mosquito em seu território. Ele informa que Goiás apresentou redução no segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) de 2019. Entre os meses de abril e junho, a média de infestação foi de 1,04%. No primeiro ciclo do ano, a infestação estava em 1,78%. Os números deste ano mostram uma redução de 41% na infestação predial média. No entanto, a situação ainda é de alerta.

 

Segundo ciclo

 

No segundo ciclo, todos os 246 municípios goianos realizaram o levantamento, sendo que o resultado em 149 foi satisfatório, ou seja, com índice menor de 1%. Há 92 cidades em alerta e 5 municípios estão em risco para epidemias, com o índice de infestação acima de 4%. Os principais criadouros do mosquito em Goiás continuam sendo o lixo, com 36%, seguido dos reservatórios de água ao nível do solo (tambores, tinas, caixas d’água no solo) e pequenos depósitos móveis (bebedouros de animais, aparadores e vasos de plantas), com 23% e 19%, respectivamente.

 

A SES-GO notificou até 31 de agosto deste ano 133.153 casos de dengue no território goiano. Este índice representa um crescimento de 48,54% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o Boletim Semanal de Dengue, as cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis concentram os maiores números de casos da doença. Os maiores coeficientes de incidência de dengue (número de casos por 100 mil habitantes), contudo, são verificados nos municípios de Rio Quente, Portelândia e Edealina. Clique AQUI  para ter acesso ao Boletim.

 

NA LUTA CONTRA O AEDES


Principais cuidados com os criadouros do Aedes aegypti durante o período da seca.

 

– Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas. Observação: não resolve apenas trocar a água do recipiente

 

– Vedar completamente os reservatórios de água (caixas d’água, tambores). Usar uma tampa que cubra totalmente o reservatório

 

– Descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios

 

– Antes de as chuvas começarem, limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno

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