Vereadores de Urutaí questionam prestação de contas encaminhada à Câmara Municipal

10/10/2019

 

 

Segundo Termo de Ajuste de Conduta (TAC) emitido pelo Ministério Público, empresa de contabilidade terá que devolver dinheiro aos cofres públicos, pago indevidamente pelo município com consentimento do prefeito Dr. Ailton Martins de Oliveira 

 

 

 

 

 

 

 

Em Urutaí, após um pedido de informação ser direcionado à Prefeitura e obter uma resposta considerada “questionável” pelos vereadores, um grupo de parlamentares decidiu procurar o Ministério Público (MP) para representar contra o prefeito Ailton Martins de Oliveira. 

 

Na representação encaminhada ao Promotor de Justiça de Urutaí, Dr. Bruno Barra Gomes, os vereadores Paulo Afonso Penha de Rezende (PPS/Cidadania), Wader Clayton Bernardes (PSDB), Divina A. Araújo Pires (PSDB) e Flávio Henrique de Lima Torres (PMDB) informaram que a Câmara solicitou informações sobre relatórios de despesas que totalizam aproximadamente R$ 5 mil reais. O valor foi gasto com o pagamento de 75 diárias para a servidora de uma empresa terceirizada de contabilidade da prefeitura em um Hotel na cidade de Pires do Rio, segundo informações extraídas dos balancetes que foram entregues a Câmara Municipal com quase 2 anos de atraso. 

 

Na argumentação, os vereadores sustentaram que o valor causou “estranheza”, necessitando de uma maior verificação por parte do Poder Legislativo. O documento diz ainda que as informações fornecidas pela prefeitura “não condizem com o executado, conforme cópias extraídas dos balancetes do poder executivo”. O pagamento questionado que deve ser ressarcido foi executado em maio de 2017.

 

Ao responder o pedido de informação feito pelo vereador Paulo Afonso, o gestor Antônio Vaz Eduardo, da prefeitura de Urutaí, informou que os pagamentos se referem a três eventos. 

 

“O primeiro foi correspondente a hospedagem do cantor Zeel Chicleteiro e sua banda durante o carnaval, o segundo durante uma semana de hospedagem da equipe megasoft para implantação da versão web e o terceiro para oito vistoriadores do Detran que fizeram a insperação dos veículos de transporte escolar de Urutaí”, diz o documento.

 

À reportagem, o vereador Paulo Afonso  explicou que, após confrontar as respostas com os balancetes, foi constatado que a informação declarada não era verdadeira. “Foi nesse sentido que fizemos a representação, e o MP acatou, investigou e viu que nós estavamos certo”, disse o parlamentar.

 

Ainda segundo o vereador, a própria prestação de informações inverídicas à Câmara pode configurar ‘improbidade administrativa’, e outros balancetes também estão em análise pelo Ministério Público por apresentar informações divergentes às prestadas à Câmara.

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