Macário, peça teatral exibida na Fundação Cultural é sucesso de público

26/07/2017

 

 

 

 

A peça Macário, encenada a partir da obra de mesmo nome do poeta Álvares de Azevedo (1831-l852), foi exibida neste final de semana pela Indelicada Cia. de Teatro na sala da Fundação Cultural Maria das Dores Campos. Com entrada franca, o público foi acima do esperado. Para comportar o heterogêneo grupo de pessoas que compareceram, funcionários da Fundação – a promotora do evento - tiveram que colocar mais 19 assentos além dos 40 iniciais.

 

 

 

Como era de se esperar, no final do espetáculo a trupe de Goiânia foi aplaudida de pé. Os maiores elogios voltaram-se para a desenvoltura dos atores, para a interpretação do rebuscado texto, que retratou com fidedignidade monólogos e diálogos do século XIX. A intrincada trilha sonora feita com atabaques, oboés, rabeca, chocalhos e uma tétrica percussão eletrônica, assim como o sombrio cenário (iluminado apenas por candeeiro e um facho de luz de uma canhoneira) fez o público interagir com os atores, mas, em determinados momentos, arrepiar de medo. Tudo estava perfeito para que uma obra tão importante como a de Álvares de Azevedo fosse retratada.

 

A peça é – também - uma narrativa com certo caráter pessoal. Ela foi dividida em dois episódios. Conta a história de Macário, um jovem que tem um encontro com satã, onde debate pensamento de amor com seu amigo Penseroso. Uma obra considerada por muitos críticos como muito dramática. Para alguns é tida como genial e para outros é vista como extravagante e sem sentido.

 

Na saída, o professor Cleudio Marques Ferrreira disse como viu o espetáculo: “Achei bem criativo, denso. Ressalto a grandeza dos atores, principalmente para falar, com muita desenvoltura, sobre o mal. Eles conseguiram retratar bem a obra de Álvares de Azevedo, que bebeu na fonte de Goethe, na Divina Comédia, de Dante Alighieri. A peça nos remete a uma reflexão: será que é essa mesma a imagem do diabo? Onde está a maldade humana? Quais são os valores que temos na vida?”.

 

Numa auto-avaliação da estreia de Macário em Catalão, a presidente da Fundação Cultural, professora Patrícia disse: “A peça foi importante por ter proporcionado experiências diferenciadas para cada pessoa da plateia. Essa questão relacionada a sensações dos sentidos é algo que Catalão não estava acostumada. É uma novidade. Ao abordar o mal, ela, a peça, mexeu com tabus para a maioria do público”, destacou a presidente informando que, no final deste mês, através do 2º Circuito de Artes da Fundação, o público catalano vai poder assistir e participar de vários outros eventos dessa e de outra natureza.

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